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E quando estávamos quase saindo, ela pegou minhas mãos e as beijou. Foi um gesto tão cavalheiresco e feminino, algo tão calmo e centrado, que me pegou de surpresa.
Lembro-me de pequenas cenas, conectadas por muito prazer. Como me mordeu o pescoço, e numa supressa, descobriu o meu cabelo. Suas mãos quentes cobrindo exatamente os meus seios, e depois, a língua intumescendo os bicos. Chupando, lambendo, mordiscando. O olhar de um fogo tremendo, a pele quente se misturando com a minha.
Minhas mãos encostadas no seu pescoço durante o beijo demorado. E depois, descendo pelas costas. Tapinhas na bunda, dedos brincando em áreas sensíveis, pernas que se abrem - se abrem para mim.
A timidez que me fez ficar parada enquanto ela me pedia pra dançar. Luzes apagadas, eu de costas pra ela, eu começando a me movimentar aos poucos. Não esperava que ela se achegasse, e dançássemos juntas. Nuas no escuro.
A próxima cena, ela me prensando contra a parede. Fusão total. Eu não sabia o que ela fazia, só sentia seus seios contra os meus, seus olhos, sua força. Eu não sabia se estava gritando, gemendo ou se tudo era na minha cabeça. Depois um líquido quente nas pernas, meu gozo, meu sorriso, o abraço forte - tudo depois, depois que voltei de lá.
Já na cama, lado a lado. Eu pensava: "não, não vamos dormir agora". Então, ela sem encostar em mim, pediu : "Fala alguma coisa, qualquer coisa no meu ouvido!".
E eu vasculhando minha cabeça, pensando exatamente no que ela quer. Seria uma história safada com cenário, personagens, e fabulosos feitos? Qual cenário, quais personagens, o q?
" Hummm, não vai dizer nada? Eu vou dormir então!". E virou nua na cama de costas pra mim.
Não havia outro jeito senão falar algo, qualquer coisa. E no escuro mesmo procurei seu ouvido. E disse. Disse da sua beleza, do que queria fazer com ela, por onde começaria a toca-la, o que ela sentiria. Mordisquei a orelha, passei a pontinha da língua. Senti que ela gostava, só então encostei completamente em suas costas. Sem parar de falar, desci minha mão pelos seus seios - sem saber como prosseguiria.

Mãos desceram. Procurei sua boca - a senti minha. Uma sensação de domínio, um desafio que emanava dela, e só dela. Na próxima cena, não sei como, estou sentada em cima dela. Mão a fazendo ficar molhada, inclinada para continuar lhe falando no ouvido. Meus seios em suas costas. Pernas dela se abrindo, quadris se movimentando, bunda se arrebitando -
e eu ali, literalmente, cavalgando ma femme.
Sinto-a quente, molhada. Rosto modificado pelas sensações (tesão?) : olhos entreabertos, boca que hora sorria, hora se abria pra gemidos calados, hora soltava gritinhos. Meu dedo desliza para dentro dela, presto atenção na sua reação. Não há como descrever estar dentro de quem se ama: tatear, sentir-la por dentro também.
Eu a cubro completamente com o meu corpo. A provoco, a chamo de "minha putinha linda", arriscando e sem saber o que poderá acontece. E ela enlouquece! "Minha putinha quer gozar é? E se eu não quiser?" .
Tiro a mão. Tenho o domínio, posso ler seus olhos. Não posso mais segura-la, a sinto mais um pouco. Seios, rosto ardente, pernas, músculos se contraindo. E, finalmente, encontro o tal ponto, o ponto que a faz sentir, o ponto que a faz gozar.
Nós duas, a abraço forte, ela enterra sua cabeça no meu ombro e chora. Essa mulher que tem toda força, chora em meus braços e pede minha proteção. Silêncio. Digo:
"Você ta completamente chapada, linda! ".
Silêncio, sorisso mais lindo do mundo.
"Eu nunca vi alguém assim.... por isso". Mais sorriso, ela tão leve me diz: " É você! ". |
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