23 anos. Nascida e criada em São Paulo, Brasil. Neta de nordestinos e lituanos .
Assim, meio desligada e com a cabeça sempre á mil. Meio excêntrica, com uns pensamentos
não-lineares. Eclética. Quieta. Memória boa que ás vezes me aflige.
Milhões de textos inacabados. Estudando psicologia, por molecagens do inconsciente.






“Manchas Malditas” vem de uma passagem de Macbeth, de Shakespeare,
onde uma Lady Macbeth sonâmbula e alucinada vê manchas de sangue malditas em suas mãos,
após ter planejado o assassinato do rei.

Lady Macbeth diz: “Sai, mancha maldita! ...Sai, estou dizendo! (...)O inferno é sombrio! ... Que vergonha, meu senhor, que vergonha! Um soldado ter medo? Por que ter medo que acabem sabendo, quando ninguém pode pedir contas a nosso poder? (...)Há aqui sempre um cheiro de sangue!...Todos os perfumes da Arábia não purificariam esta pequena mão”.

Manchas Malditas são manchas de culpa, invisíveis e permanentes, que nos acompanham pela eternidade. Vampiros, e outras criaturas amaldiçoadas, tem suas manchas – e o cheiro de sangue perpetuo - como Lady Macbeth . Também não precisam prestar contas á ninguém –
nem á sociedade dos homens, nem á Deus, nem ao Diabo - mas, mesmo assim,
ainda tem uns resquícios dessa paixão tão humana que é o medo.

Procurei inspiração na literatura, no cinema, no teatro e na História. Lucrézia, Abailard e Héloïse foram livremente baseados em personalidades históricas.
Abailard , na verdade, é uma fusão de pelo menos 3 personalidades e personagens.
Aliás, posso afirmar que todas as personagens são misturas únicas.